segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Resultado: 44 pontos

Meu desenvolvimento mental e espiritual é bom, no que diz respeito à paranormalidade.

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

*
Identificar as entidades externas e eventos temporais.
*
Identificar os fluxos de dados de entrada e saída.
*
Funções essenciais de um sistema e elaborar o diagrama de fluxo de dados das funções essenciais.
*
Como elaborar os modelos funcionais do sistemas e como utilizar as funções macro para agrupar funções essenciais.
*
Como elaborar o diagrama de decomposição das funções essenciais e como realimentar os diagramas de níveis superiores.
*
Listas de verificação, que ajudam na qualidade dos modelos de contexto e modelo funcional.
*
Identificar os depósitos de dados de um sistema.


O objetivo deste curso é lhe proporcionar conhecimentos, competências e habilidades no desenvolvimento da Análise estruturada de sistemas.

Os exercícios propostos irão facilitar a assimilação dos conceitos, fazendo você construir, a seu tempo, o conhecimento necessário para desenvolver o uso dessa técnica de análise


Introdução

Vamos abordar a técnica da Análise funcional, conhecendo seus conceitos e suas funcionalidades.


Objetivos

Conhecer os conceitos básicos deste tipo de análise, onde e para que ela pode ser utilizada.

A Análise funcional é uma técnica de especificação de sistemas.

Um dos problemas mais sérios no processo de especificação de sistemas é a dificuldade de analistas e usuários se comunicarem de forma eficaz e não ambígua.


A análise funcional introduz uma linguagem comum, isenta de aspectos técnicos, de fácil entendimento por parte dos usuários, por meio da qual analistas, usuários e demais envolvidos podem se comunicar e se fazer entender.

Ela se baseia nos princípios da técnica de análise estruturada, introduzida na década de 70 por diversos metodologistas, principalmente, por Trish Sarson, Chris Gane e Tom DeMarco. Posteriormente, esta técnica foi aprimorada, com a inclusão de novos conceitos pela chamada análise essencial, introduzida por Palmer e McMenamin.
Avançar


A análise funcional serve principalmente para:

1. Sistematizar o processo de especificação de sistemas

Sem a análise funcional, a especificação do sistema, quando é feita, se baseia em descrições textuais, com todas as limitações da linguagem natural. Cada analista usa sua própria forma de especificação, sem uma padronização de linguagem e de métodos.

2. Obter a visão lógica ou conceitual do sistema de informação

Um dos princípios básicos das boas práticas de desenvolvimento de sistemas é a separação entre a visão lógica e a visão física. Tradicionalmente, os analistas têm tido dificuldades de expressar suas idéias em termos lógicos ou conceituais. Eles têm a tendência de se concentrar nos aspectos físicos da solução, antes mesmo da análise dos aspectos conceituais do problema ser concluída.

A análise funcional se caracteriza pela absoluta independência dos detalhes de implementação do sistema. Seu resultado é um conjunto de gráficos e descrições que oferecem uma visão lógica ou conceitual do sistema
o.

3. Uniformizar as diferentes visões que as pessoas têm de um sistema.


4. Estruturar e simplificar a análise de sistemas de informação, principalmente dos mais complexos.


5. Registrar de forma sistemática as necessidades do usuário.
Sistema

Módulo 02 - Análise Estruturada
2/11

A análise funcional é uma técnica de especificação de sistemas.

Esta definição indica que um sistema:

*
Tem um objetivo.
*
É formado por componentes ou subsistemas.
*
Mostra um forte relacionamento entre os componentes.
*
Recebe destes componentes uma contribuição direta ou indireta para atingir seu objetivo.





NOTA
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Um sistema é um conjunto de partes interrelacionadas, denominadas componen-tes ou subsistemas, que busca um determinado fim global comum.



O Sistema é um conceito útil, que ajuda a analisar diversos fenômenos segundo um ângulo novo. A origem deste conceito é a biologia, mas ele se aplica de forma semelhante nas ciências sociais, na administração de empresas, na engenharia etc.
Um bom exemplo de sistema é o corpo humano. Ele é um conjunto de partes que se interrelacionam para um objetivo comum: preservar a vida de uma pessoa.

O conceito de sistema nos faz ver as coisas de forma diferente. Por exemplo, a decomposição de um corpo humano em cabeça, tronco e membros é inadequada porque não fica claro como as partes se relacionam e como contribuem para o objetivo comum.

Um exemplo de decomposição é como o sistema corpo humano pode ser dividido em subsistemas: digestivo, circulatório, nervoso, reprodutor etc.

Dividindo o corpo humano desta forma, fica mais claro entender como cada componente (subsistema) contribui para o objetivo comum do sistema.
Uma organização pode ser vista como um sistema. Suas diversas áreas e departamentos funcionam como componentes, interagindo entre si para atingir o objetivo comum. Os componentes aqui são:

*
A recepção da matéria-prima
*
O estoque
*
A produção
*
O controle de qualidade
*
A expedição
*
O sistema de segurança
*
A administração

*O sistema de informações de uma organização é um dos componentes do sistema global. Existe um paralelo entre os componentes de um sistema de informações e o sistema de produção de uma organização.
A entrada dos dados (matéria-prima) para o sistema, que devem ser recebidos e codificados para uma forma que o sistema possa entender e processar.
*
O controle de qualidade, que verifica a correção dos dados recebidos.
*
O processamento (produção) dos dados recebidos.
*
O armazenamento (estoque) de informações.
*
A saída (expedição) das informações obtidas por meio de relatórios e/ou telas.
*
A administração, que controla todo o processamento.
Para entender o funcionamento de um sistema, usamos uma estratégia denominada "decomposição sucessiva". Um sistema é composto de partes e cada parte é também um sistema. Cada subsistema, por sua vez, pode ser dividido em partes e assim por diante.

A análise funcional utiliza a decomposição para resolver problemas complexos. Consiste em dividi-los em problemas mais simples e estes, sucessivamente, em problemas mais simples ainda, até que a complexidade chegue a um nível adequado para um entendimento correto e para sua solução.
Elementos básicos

Módulo 02 - Análise Estruturada
8/11

A análise funcional utiliza um conjunto de quatro elementos básicos para descrever um sistema. Estes elementos são adequados para representar uma visão lógica do sistema, que não se preocupa com detalhes de implementação.
Aprenda como clonar o celular do seu colega.

Nokia

Para clonar basta digitar *#639#(espao)no telefone ira aparecer na tela pedindo o numero do celular hhehehehehehehe!!! (nao o seu numero vc ira digitar o numero da vitima) em seguida precione ok e ira aparecer digitar codigo esse codigo e o da operadora EX:449 TIMPERNAMBUCO ou 32116 BCP conhecida como claro PE81 caso nao saiba o do seu colega pessa para ver o telefone dele ou para jogar e digite *3001#12345# e ira abrir o nam vc ira entrar no nam 1 a vai apertar sistem id digital la estara o codigo.


Como ver serial de celular.

*#92772689# nokia tdma (todos)
*#92702689# nokia gsm
*#746025625# sim o clock
*#7370# deleta tudo que tiver no seu aparelho.
*3001#12345# usado para ver senha e varios menus.
Truques Para Celular

Escuta de celular:
Primeiro tire a bateria do seu celular , depois de abrir o celular ira ter umas partes de metal embaixo do celular ,Três riscos de metal ||| , pegue um pedaço de papel aluminio e bote nos riscos de metal ,depois bote a bateria ,e ligue o celular ,ira acontecer umas coisas , digite #1008# e depois de digitar o numero é so ouvir as conversas telefonicas.

Ligando de telefone celular sem pagar:
É simples, o que você tem que ligar para um número normal, vamos pegar
o exemplo de um número de celular.
Ex.: 6972-5033
Pra falar a verdade eu coloquei o número do telefone do lammer do
Eduardo! Então devemos pegar o último número do telefone a ser discado, no caso o 3... subtraímos ele de 10, o que vai resultar o número 7. Somente vamos acrescentar o número 7 ao final do número discado. O resultado vai ficar: Número ligado sem pagar: 6972-50-33-7
Obs.: Podem passar trotes à vontade !!!

Fazendo Escutas com o PT 550 da Motorola:
O sistema de telefonia celular é altamente vulnerável ao phreaking. É simples se fazer escutas telefônicas, e outras coisas como: clonagem de telefones para se efetuar ligações gratuitas, etc. Se você duvida, pegue um celular como o famoso e numeroso PT-550 da Motorola. Tire a bateria do celular e note que há três encaixes metálicos atras do aparelho. Coloque um pedaço de papel laminado no encaixe do meio e recoloque a bateria. Ligue o telefone (ele esta agora no modo de programação) e digite: # 08 # 11 XXXX # Onde: #08 Liga o áudio de RX (Receptor) #11 Ajusta canal de funcionamento do transceptor XXXX numero do canal (aconselho a você tentar números abaixo de 800) Exemplo: #08#11567# Tente varias vezes até encontrar um canal onde haja conversa. Percebeu? Você esta fazendo uma escuta em um telefone celular. Não requer pratica nem tão pouco habilidade. Vale lembrar que se algum policial te pegar, você pode ir em cana. Ha também maneiras de se fazer clonagem, isto e, fazer o seu telefone celular usar a linha de outra pessoa. Eu particularmente nunca tentei mas, se você quiser por sua pele a risco, procure pelo Motorola Bible, ou outros tantos textos existentes por ai. Falando de maneira simples, um celular é um rádio-transmissor que trabalha com freqüências na faixa de 800 MHz, e que é capaz de alternar entre canais ao receber comandos de um computador conhecido como Central Switch, que controla o sistema telefônico móvel. Pode-se dizer que um aparelho celular é dividido em duas partes: O Transceiver (Transmissor/Receptor) e a cabeça de comando. Entende-se por cabeça de comando o teclado e seu circuitos de comandos, a NAM e a ESN. A NAM é um chip de PROM (Programable Read Only Memory) que contem informações sobre o funcionamento do celular, como numero, área, etc. Já a ESN (Eletronic Serial Number) é um chip de ROM (Read Only Memory) que armazena um numero geralmente de 11 dígitos octais, referentes a um numero de serie único para cada telefone. Existem alguns modelos de celulares que tem as suas NAM's reprogramáveis pelo próprio teclado do celular. Outros necessitam que se ligue o celular a computadores.

::MULTI-DICAS DE CELULARES:: (só nerds!!)

Para quebrar bloqueio em (Ericson):
Se quizer mexer em um celular e ele estiver bloqueado, é muita treta!
disque: 923885 seta p/ baixo. você vai entrar no menu principal do Ericson
se o CEL for de duas ou mais contas vai aparecer NAM 1 / NAM 2 ou até NAM 3
provavelmente a conta principal será a do NAM 1. Selecione o NAM 1 e dê (yes) vai abrir
a configuração do Celular para ver se o NAM 1 é mesmo o ativo vá navegando no menu com a seta p/ baixo, ver o MOBILE se for o número da pessoa continue navengando no menu. quando chegar em Lock code é só ver qual será o código de bloqueio. depois aperte (Yes) e saia do menu. Depois digite lá o código e aperte (yes). pronto!

Para quebrar bloqueio em (Gradiente e Nókia):
Digite: *3001#12345# vai abrir o menu do CEL. navegue com seta p/ baixo e veja a opção Security dê (Yes) e vai tá lá o código de bloqueio (Se quiser mudar pra sacanear vai nessa!) depois para sair deste menu só desligando o Celular. Ao religar aperte em (yes) vai pedir o código aí é só digitar e confirmar com um (Yes).

Queres crédito free? ! Aqui só vai em Ericson:
Há, antes tu tens que saber se o cara pra quem tu vai ligar tem crèdito né ''hâhâhâ''. depois o teu celular vai ter que ter uns 3 reais de crédito.
Processo: disca 904090 seta p/ baixo. vai aparecer multi números, não se espante pois isso é apenas um rastre de sitema, aí é só ligar para o banana; fale com ele mais de 2 minutos depois antes de desligar espere ele desligar primeiro. pronto! Depois é só tirar o rastre digitando novamente 904090 seta p/ baixo. (se depois quizer ver se passou o crédito disque *200, aí é só esperar a mulherzinha falar "bem vindo ao men....." se quizer tecle logo 1 e espere falar o crédito).

::DIQUINHA:
Não se desespere!
Se dé uma louca no seu Ericson e aparecer altomaticamente o rastro de sistema (vários números se alternando na tela) calma é só digitar 90+40+90 seta p/ baixo. Ok?
"Sê Carrrmô?"

Ligação internacional, com custo de local:
Só não faça testes em vão, pois se não funcionar, vc vai pagar uma nota preta! Bem, o número que seria discado normalmente seria: 217 522 0152, como é pro EUA você digitaria 01 na frente (Código Internacional do EUA) o número passa a ser 01 217 522 0152, certo! Então a partir dai tentaremos enganar os computadores da Embratel, para isso você vai digitar 0008 antes. Digite rapidamente 0008 01 217 522 0152. Ao digitar o 1º zero você estará iniciando um código de um país normalmente, quando você digita o 2º zero o computador vai iniciar uma busca pelo código e vai descobrir que o número não existe então antes que dê mensagem de erro digite o terceiro zero a esta altura os computadores vão se complicar com os três zeros que você digitou , ao digitar o oito você mostra aos computadores que quer fazer uma ligação internacional então o 01 dará o código internacional a ser discado, como pode ser qualquer outro, e o número do telefone a ser discado. Se der certo você vai pagar apenas o impulso normal.

::Clonar Celular:: (Nókia e Gradiente):
[Isso mesmo, o que a polícia costuma fazer para rastrear um suspeito de assalto, roubo ou políticos. ops! dá na mesma! ]

Passo-a-passo:

1- Há uma série de configurações de um celular tem como; Serial,
system ID, o número do telefone é claro, código de área e
outras cocitass masss!

2- E para mudar essas configurações, tem que entrar no sistema:

Processo: disque; *3001#12345#.
Pronto agora é só reconfigurar os menus.

Essas são as informações que você deve ter do celular a ser clonado:
Agora é só mudar as informações do exemplo abaixo:

[Menu]--------------[Exemplo]
System ID: 1538
Home SOC: 1
cód. área e Tel: (96) 9113 6842
SW Version: V 06. 1708-03-01
NSW - 4
Serial: 106 0521 7252

Clonar Cel. Motorola (Todos os modelos):
Passos:

1)Aperte FCN, aperte 0000000000000 (13 zeros)
2)Aperte RCL (no display aparecerá "01")
3)Coloque o system ID e aperte **
4)Coloque o codigo de area e aperte **
5)Coloque o numero a ser clonado e aperte **
6)Coloque 05 e aperte **
7)Coloque 0 e o 2o ultimo digito do numero a ser clonado e aperte **
8)Coloque 05 e aperte **
9)Coloque 000000 e aperte press **
10)Coloque o codigo de destravamento e aperte **
11)Coloque 0333 e aperte **
12)Aperte *,*
13)No display aparecera' "01". Aperte "SEND". Agora aperte RCL e

Clonar Ericsson(Modelos: 318/368/388/618/688):
Passos:

1)Aperte 923885, Aperte MENU
2)Aperte 1
3)O ESN irá aparecer (aperte RCL)
4)coloque o numero do celular que voce quer clonar, aperte RCL
5)Aparecerá "#" (aperte RCL)
6)Coloque o system id e aperte RCL
7)ALPHA TAG 1 (deixe como está) Aperte RCL
8)Codigo de travamento 0000, aperte RCL
9)Va para o nivel 2, aperte NO
10)EXIT (saia e salve)(Aperte YES)
11)Aperte MENUE
12)Aperte 3
13)Aperte 2
INVASAO POR IP

1- Certifique-se de que voc possui este programa: nbtstat.

2- Va ao Prompt do MS-DOS.

3- Digite: nbtstat -a o IP do cara que voce quer invadir

4- Aparecer se a pessoa tiver compartilhamento de arquivos as pastas do PC dela. Se no aparecer : Host Not Found (o foda que no da para invadir o computador de certos caras por causa disso ento no se entusiasme tanto pois s da para invadir aquelas pessoas que tem no PC compartilhamento de arquivos as pastas)

5- Caso aparea um monte de nomes esquisitos com isso antes : "<03>", voc deve pegar o nome do negcio que estiver com <03> atrs do nome.

6- Crie um arquivo .txt com o nome de LMHOSTS. Digite l : O IP do cara NetBios dele . O NetBios aquele nome esquisite que tem o atras. (Digite exatamente daquela forma que eu digitei)

7- Mapeie sua unidade de disco de forma que a mquina do cara se torne parte de seu PC.

8- V em "Iniciar", "Executar" e digite: //IP_do_cara e ponha "OK"

9- Pronto! Voc invadiu por IP!

10- Conselho : Nunca apague nem modifique NADA somente fuce bastante nas coisas do lammaH e se achar algo interessante pega para voc.

OBS: Tem algumas pessoas que renomeiam o arquivo vnbt.386 no windows\sytem para que se alguem tente te nukar ou invadir no consiga... ; pois bem voc vai ter que renomear o seu arquivo seno no da para invadir.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Perfil da Unidade

GRUPAMENTO DE MERGULHADORES DE COMBATE - GruMeC

"FORTUNA AUDACES SEQUITUR"

A muito tempo atrás

Embora numérica e materialmente pequena, em comparação a similares de outras nações, esta unidade de elite de nossa Marinha de Guerra não tem limites para sua extraordinária determinação. "Bug e sua pequena tribo de homens primitivos já não agüentavam mais. A poderosa nação de seu vizinho, Zag-Mu, vivia assaltando suas toscas cabanas, levando a pouca comida armazenada, matando muitos e roubando algumas mulheres. Eles sempre chegavam, vindos do outro lado do grande lago, em cima de algumas canoas feitas de troncos escavados de árvores, que Bug e os seus ainda não haviam conseguido construir. Eram muitos e bem armados, com lanças de pontas fortes, que não quebravam. Certa noite sem lua, Bug e seus mais destemidos homens resolveram colocar em ação um plano muito ousado. Flutuando precariamente com o auxílio de pedaços de árvores, conseguiram atravessar o lago e, sem serem notados, chegaram ao acampamento de Zag-Mu, quando todos dormiam. Como felinos, percorreram a praia toda e foram empurrando as canoas do inimigo para o meio do lago, enquanto que a correnteza reinante as levava cada vez mais para longe. Bug e seus intrépidos amigos tomaram a última canoa restante e, com ela, regressaram para a vila. Com esta ação, Zag-Mu não mais os incomodaria, e, ainda por cima, capturaram aquele estranho tronco que levava gente. Com ele, aprenderam a construir outros parecidos passando, por seu turno, a atacar e dominar tribos mais primitivas, que habitavam outras margens."



Certamente é perfeitamente possível que, há milhares de anos, mais ou menos assim tenha transcorrido a missão inaugural dos primeiros "mergulhadores de combate" da História. Mediante um simples exercício de imaginação, pode-se visualizar muitíssimas outras "missões" semelhantes executadas, ao longo dos séculos, por fenícios, gregos, egípcios, chineses, espanhóis, etc. O uso de mergulhadores e nadadores em atividades bélicas é, certamente, tão antigo quanto os conflitos humanos.

Era moderna

Mas foi somente no início deste século XX, com o advento de aparelhos de mergulho confiáveis, que a idéia veio a se tornar uma realidade prática. Na 1ª Grande Guerra, por exemplo, os italianos atuaram intensamente naquilo que se poderia chamar de "guerrilha naval", repetindo a dose, bem mais eficazmente, na 2ª Guerra mundial. Utilizando os chamados torpedos-humanos, dois lugares, ousados mergulhadores da Marinha Italiana, pertencentes a Flottiglia Mezzi d’Assalto - Flotilhas de Meios de Assalto (Flottiglia MAS), afundaram ou danificaram seriamente elevado número de navios Aliados. Foram logo imitados por outros países, que criaram unidades especiais de mergulhadores, empregando material altamente específico, como aparelhos de respiração em circuito fechado, que não produziam borbulhas dentro d'água, evitando, assim, uma indicação visual da presença de mergulhadores numa determinada área. Veículos aquáticos (caiaques e botes pneumáticos) e subaquáticos (torpedos tripulados e minisubmarinos) foram desenvolvidos, visando facilitar o deslocamento e atuação em combate. Neste último grupo, merecem destaque os "X-craft" e "Welman", de fabricação britânica; os "Seehund", "Biber", "Moich" e "Marder", alemães; e os "Kaiten" e "Kairyu", japoneses... e suicidas, naturalmente.



Mergulhador italiano da Flottiglia MAS



Quanto aos norte-americanos, foi somente após o sangrento desembarque no atol de Tarawa, em 1943, que sentiram a necessidade de contar com um grupo especializado em reconhecimento de praias e desobstrução de raias de desembarque. E que, naquela operação, recifes de coral não permitiam que as embarcações se aproximassem das praias, forçando os fuzileiros navais a vadear grandes distâncias até a areia. Conseqüentemente, muitos e muitos homens afogaram-se sob o peso do equipamento ou morreram sob o cerrado fogo defensivo japonês, ao tentar vencer a distância entre as embarcações de desembarque e a praia, com água à altura do peito. Foram, então, criados os UDTs - "Underwater Demolition Teams" (Equipes de Demolição Submarina), que deveriam fazer o prévio reconhecimento das praias de desembarque. Como evolução dos UDTs, que foram mantidos, a Marinha dos EUA criou, em 1962, as equipes especiais chamadas SEAL "Sea-Air-Land", ou Mar-Ar-Terra, cujo âmbito operativo passou a incluir missões de sabotagem e ações de comandos. Suas atuações notabilizaram-se durante a Guerra do Vietnã, onde causaram constantes rupturas nas rotas de abastecimento dos vietcongues.

No Brasil

Como seria de se esperar, os primeiros MECs (Mergulhadores de Combate) brasileiros foram dois oficiais e dois praças que concluíram o curso de UDT-SEAL norte-americanos, em 1964. Fruto da experiência desses pioneiros, foi criada em 1970 a Divisão de Mergulhadores de Combate O curso de MEC da Marinha do Brasil é mundialmente reconhecido como um dos melhores da sua categoria.na Base Almirante Castro e Silva. No ano de 1971, mais dois Oficiais e três Praças, foram qualificados pela Marinha Francesa como "nageurs de combat" e, em 1974 foi formada no Brasil, pelo atual Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché (CIAMA), a primeira turma de Mergulhadores de Combate. Durante o curso os alunos são testados física e psicologicamente, além de receberem conhecimentos técnicos e táticos que vão desde o trabalho com explosivos até o planejamento de missões.

A fim de atender adequadamente às crescentes solicitações da Esquadra e dos Distritos Navais, a Divisão de Mergulhadores de Combate foi transformada, em 1983, no Grupamento de Mergulhadores de Combate, chamado GruMeC, como parte integrante do Comando da Força de Submarinos. Esta nova força era baseada na experiência adquirida por nosso pessoal nos EUA e, também, na França, onde cinco homens graduaram-se no igualmente renomado curso de "Nageur de Combat" (Nadador de Combate).

No dia 12 de dezembro de 1997, o Ministro da Marinha criou o Grupamento de Mergulhadores de Combate (GruMeC). Essa Organização Militar, sediada na cidade do Rio de Janeiro e diretamente subordinada ao Comando da Força de Submarinos, foi ativada no dia 10 de março de 1998.

Formação

A formação do Mergulhador de Combate da Marinha do Brasil nada fica a dever à de outros similares internacionais, como os SEALs norte-americanos, o SBS (Special Boat Service) dos Fuzileiros Navais britânicos ou a do DINOPS (Detachment d'Intervention Operationelle Subaquatique), pertencente à Legião Estrangeira da França, para citar apenas três dos mais conhecidos. O curso MEC é conduzido no ClAMA.

Para oficiais do Corpo da Armada ou do Quadro Complementar da Armada, os requisitos iniciais incluem a aprovação em exames psicológico e médico, teste em câmara de recompressão e árduos testes físicos. O chamado CAMECO (Curso de Aperfeiçoamento de Mergulhador de Combate para Oficiais tem duração de 41 semanas, divididas em quatro fases, e objetiva habilitar os militares a operar equipamentos de mergulho, armamento, explosivos, utilizar técnicas e táticas para guerra não-convencional e conflito de baixa intensidade, capacitando-os a executar, em suma, os diversos tipos de Operações Especiais. Aos oficiais, logicamente, é dada ênfase especial ao planejamento de operações, mas, num todo, as matérias abrangem: treinamento físico militar e defesa pessoal; higiene de campanha e primeiros socorros; equipamento autônomo de circuito aberto; técnicas de combate; operações ribeirinhas; demolição; armamento; comunicações; técnicas de reconhecimento de praia; operações especiais submarinas; processo de planejamento militar e estudo de caso; gestão contemporânea; liderança; introdução ao microcomputador; sistema de comunicações da Marinha; e Inteligência.

Para praças (cabos ou sargentos do sexo masculino, com menos de 30 anos de idade e em condições de reengajar), existe o C-ESP-MEC - Curso Especial de Mergulhadores de Combate, cujas exigências para ingresso são as mesmas do CAMECO. A duração é de 42 semanas de atividades instrucionais igualmente puxadas, como para os oficiais, mas, os que resistem à enorme pressão física e mental do curso estarão devidamente preparados para as especializadas missões atribuídas aos MeCs.



Mergulhadores do GruMeC em treinamento


Durante todo o período dos cursos, os candidatos a MeC são submetidos a condições extremas de provações física e psicológica, sendo enfatizados os atributos de liderança em combate, sensatez, objetividade, improvisação, serenidade quando submetido a ambiente de riscos elevados ou estresse, dentre outros. O clima é sempre mantido o mais próximo possível daquilo que seria encontrado numa verdadeira situação operacional. A pressão é constante de modo que, tipicamente, de um grupo que inicia o curso, somente cerca de 30 a 40 por cento recebem aprovação final e, com ela, o almejado brevê (distintivo). Todos os candidatos são voluntários e podem pedir o desligamento da atividade a qualquer momento. O ClAMA também ministra o C-EXP-MAUT-GÁS-Curso Expedito de Mergulho Autônomo com Circuito Fechado, disponível tanto para oficiais como praças que tenham sido julgados aptos em controle psicofísico anual para mergulho (ou exame equivalente) há menos de um ano. Sua duração é de quatro semanas, estando aberto também para militares do Corpo de Fuzileiros Navais, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira. É sempre importante ressaltar que as técnicas de mergulho autônomo de circuito fechado, com equipamento que não produz borbulhas, são essenciais para emprego na maioria das Operações Especiais, graças à discrição, silêncio e à virtual invisibilidade dos operadores à observação visual e detecção pelo inimigo.

Depois de formado MeC, o militar é designado para servir no GruMeC, onde participará de um completo programa complementar de adestramento e realizará cursos de extensão e estágios em diversas áreas, como desativação de artefatos explosivos (DAE), básico de pára-quedismo (salto enganchado), mestre de salto, salto livre, mestre de salto livre, precursor pára-quedista (PREC), dobragem, manutenção e suprimentos pelo ar (DOMPSA), estágio básico de montanhismo, curso de operações na selva, estágio de operações no Pantanal, estágio de atirador de elite (sniper), dentre outros.



Missões não-convencionais

Operadores do GruMeC em treinamento armados com caranina M4


"Ações específicas de guerra não-convencional em ambientes marítimos e ribeirinhos." Esta seria uma viável síntese das tarefas previstas para o GruMeC ou mesmo para qualquer de seus equivalentes internacionais. Na realidade, com tênues variações, são operações comuns a dezenas de unidades semelhantes, como o SBS ("Special Boat Service"), dos Fuzileiros Navais britânicos, ou o DINOPS (Detachment d'Intervention Operationelle Subaquatique"), pertencente à Legião Estrangeira da França, para citarmos apenas dois.


As complexas operações anfíbias têm, no GruMeC, um elemento virtualmente indispensável realizando ações em prol do Comandante da Força-Tarefa Anfíbia (ComForTarAnf), em princípio na área marítima e nas praias. Entre as informações , vitais para um desembarque bem-sucedido está o conhecimento exato do gradiente (inclinação) da praia escolhida, a partir de uma profundidade de cerca de sete metros até a vegetação que circunda a areia. A equipe de reconhecimento também deve produzir uma carta com dados sobre o tipo de solo (areia, pedra, lama, etc.), obstáculos naturais e artificiais (passíveis de demolição com explosivos), campos minados e até as possíveis edificações e habitantes da área.'

Igualmente importante será a avaliação das forças de oposição, o que deve ser feito, preferencialmente, sem que haja o contato com o inimigo embora estejam sempre fortemente armados para um confronto que seja inevitável. Pode-se afirmar, sem exagero, que o sucesso inicial encontra-se nas mãos das solitárias equipes de MeCs infiltradas nas áreas-alvo, muitas vezes, dias antes da "Hora-H" do "Dia-D".

Nos demais campos da guerra naval, incluindo as cada vez mais comuns Operações de Manutenção de Paz, os MECs são empregados para destruir ou sabotar navios e embarcações, instalações portuárias, pontes, comportas, etc.; capturar ou resgatar pessoal ou material; realizar reconhecimento, vigilância e outras tarefas de coleta de dados de Inteligência; infiltrar e retirar agentes e sabotadores de território sob controle inimigo; e, interditar linhas de comunicação e de suprimento em rios e canais. Mais ainda, em apoio ao cumprimento do Código Internacional de Proteção de Navios e Instalações Portuárias da Organização das Nações Unidas (ONU-ISPS Code), cabe aos MeCs realizar a abordagem inicial de navios suspeitos ou potencialmente hostis, garantindo as condições para a verificação de eventuais ilícitos por uma Força Naval em ações de interdição nas operações de Controle de Área Marítima. Neste último contexto, o GruMeC tem dado imporrtante contribuição para a segurança dos chamados Grupos de Visita e Inspeção (GVI) dos navios da Marinha de Guerra, apoiando seu adestramento. Os MeCs também estão prontos para serem empregados, caso necessário, em ações do tipo GLO (Garantia da Lei e da Ordem).



Em primeiro lugar, deve ficar bem claro que os MECs não saem, simplesmente, "nadando por aí", até chegar a seus objetivos. Precisam ter, à sua disposição, variados meios de infiltração, a partir dos quais, então, evoluem.



Mergulhadores de combate do GruMeC treinam infiltração a partir de um submarino



O submarino, tendo em vista sua inerente discrição e capacidade de ocultação, constitui-se no meio mais empregado. A partir dele — e, mesmo, sem a necessidade de vir à superfície - os mergulhadores podem deslocar-se até o objetivo subaquaticamente, em total ocultamento, graças aos equipamentos de mergulho, tanto de circuito fechado como de semifechado. Caiaques (botes de lona, dobráveis) de dois lugares também podem ser lançados de submarinos na superfície, deslocando-se em distâncias de até 40 quilômetros, aproximadamente. Outro tipo de embarcação são os botes pneumáticos (EDPNs), com capacidade tépica de até 300 kg, que podem ser "desovados" estando o submarino na superfície, com o convés molhado, ou mesmo em cota periscópica, ou seja, cerca de 18 metros abaixo da superfície. O GruMeC utiliza o versátil caiaque biplace Klepper Aerius, de fabricação alemã, muito utilizado internacionalmente por outras unidades de Operações Especiais. Sua estrutura é feita em madeiras especiais tratadas e elementos de fixação em alumínio anodizado, oferecendo excepcional resistência à ação da água salgada. O casco é feito de Hypalon (borracha natural), com núcleo de Trevira (poliéster industrial), oferecendo flexibilidade, resistência e longa durabilidade em todas as condições climáticas, das árticas às tropicais. A quilha possui camadas adicionais de HypalonlTrevira, como proteção contra obstáculos naturais e artificiais. O restante do revestimento externo (conveses) usa um tipo de tecido especialmente tratado, de algodão egípcio, que oferece, ao mesmo tempo, impermeabilidade natural e circulação de ar, eliminando condensação excessiva no interior. Tubos infláveis integrais, ao longo de toda a extensão superior do caiaque, oferecem proteção e estabilidade adicionais ao conjunto, além de flutuação suficiente para dificultar seu emborcamento e, se necessário, facilitar e reentrada da guarnição a bordo. Todo o conjunto estrutural tem excelente resistência à torção, flexão e compressão, uma evidência da qualidade desta embarcação que já foi usada em diversas travessias transatlânticas.


MeCs utilizando o versátil caiaque biplace Klepper Aerius


Pode ser facilmente desmontado e acomodado, para transporte, em dois sacos. A posterior montagem e preparação para uso levam em torno de 10 minutos. Com 5,20 m de comprimento e um peso vazio de 35 kg, pode transportar até 400 kg, o suficiente para que a guarnição leve uma razoável quantidade de armas e equipamentos necessários à missão. Os MeCs já utilizaram os caiaques Keppler em todas as condições aquáticas existentes no Brasil.

Armados com Uzis homens do GruMeC desembarcam em um navio, usando o método "fast rope". Através deste o operador dispensa a conexão fixa (freio em oito) com o cabo pendente do helicóptero (neste caso um Lynx), processando a descida de forma rápida e devidamente segura.



A capacidade pára-quedista dos integrantes do GruMeC lhes amplia as possibilidades de emprego, saltando tanto de aeronaves de asa fixa (saltos semi-automáticos, livres a grande altitude e duplos, ou em tandem) como de helicópteros.

Neste segundo caso, o chamado "helocast" (salto livre, sem pára-quedas, sobre água, a baixa altitude) é uma das técnicas empregadas para o lançamento de pessoal, assim como a descida por rapel e pela moderníssima técnica de "fast rope", um tipo especial de corda que dispensa o uso, pelo homem, de equipamentos extras (como o tradicional "freio-8"): apenas um par de grossas luvas permite uma descida segura e rapidíssima. O helicóptero também constitui-se em prático meio de recolhimento de pessoal, por meio de escadas de corda ("quebra-peito").

As complexas operações anfíbias têm, nos MECs, elementos virtualmente indispensáveis. Entre as informações vitais para um desembarque bem-sucedido está o conhecimento preciso do gradiente (inclinação) da praia escolhida, a partir de uma profundidade de cerca de sete metros até a vegetação que circunda a areia.

A carta a ser preparada pela patrulha de reconhecimento também deve contar com dados sobre o tipo de solo (areia, pedra, lama, etc.) obstáculos naturais e artificiais, minas e a existência de" edificações e habitantes da área.

Igualmente importante será a avaliação das forças de oposição, o que deve ser feito sem que os mergulhadores de combate entrem em contato com o inimigo (embora estejam, sempre, fortemente armados para um confronto que seja inevitável): tal fato seria uma inequívoca indicação da eminência de um ataque.



Por outro lado, o GruMeC está devidamente preparado e adestrado para desempenhar muitas outras variadas missões, sobretudo em meio marítimo ou próximo da costa. Pode, por exemplo, infiltrar-se num porto inimigo, afundando ou danificando navios (com minas imantadas, de retardo, que são presas aos cascos) e destruindo instalações portuárias, diques e defesas costeiras. Igualmente, junto ao litoral, estarão ao seu alcance plataformas petrolíferas, refinarias e terminais de petróleo, assim como quaisquer outros alvos de natureza estratégica, cuja destruição seja necessária.


Grupo Especial de Retomada e Resgate

Operadores do GERR/GruMeC treinam uma entrada tática num recinto com finalidade de resgatar reféns: surpresa, velocidade e se necessário tiros de precisão, são elementos importantes neste ação.

No cenário internacional contemporâneo, repleto de ameaças e atentados terroristas e de pirataria marítima, não pode deixar de ser destacada a disponibilidade do Grupo Especial de Retomada e Resgate - GERR/MeC. Especialmente equipado e adestrado, tem sua atuação volitada para atividades anti-seqüestro e anti-terrorista em ambiente marítimo, como a retomada de navios, terminais e plataformas de petrolíferas, incluindo o resgate de possíveis reféns. Os militares do GERR/MeC utilizam, é claro, equipamentos, técnicas e armamentos específicos para o emprego em situações de alto risco, onde a precisão, o sigilo e a rapidez são fatores preponderantes para o sucesso da missão. Mais do que nunca, suas ações são eminentemente "cirúrgicas", impetuosas, ou seja, as ameaças devem ser eliminadas com absoluta exatidão, sem expor terceiros (reféns, por exemplo) a riscos.



Suas reações a ameaças e situações inesperadas devem ser imediatas e quase instintivas. Diretamente subordinado ao Departamento de Operações do GruMeC e pelo fato de também existir um GERR/OpEsp na estrutura do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (BtIOpEspFuzNav), o Batalhão Tonelero, suas atribuições operativas seguem, em princípio, o cenário da ação prevista: é acionado o GruMeC quando ocorrer, primordialmente, em ambiente aquático, enquanto que a tropa de Fuzileiros Navais intervém em ambiente predominantemente terrestre. Sua ordem de ativação vem diretamente do Comando de Operações Navais (CON), que estabelece a composição adequada desse Grupo para o cumprimento das tarefas específicas. Esses operadores, altamente técnicos e aguerridos, contando com armas e equipamentos especiais, podem chegar furtivamente pelo mar ou mesmo pelo ar (de helicóptero ou pára-quedas) até seus alvos, tendo condições inigualáveis para assumir o controle da situação em termos eminentemente "cirúrgicos", ou seja, sem a perda desnecessária da vida de possíveis reféns.



Uma operação típica seria a retomada de uma plataforma de petróleo da nossa bacia marítima. Hoje existem mais de uma centena dessas plataformas, algumas distantes 200 quilômetros da costa. Segundo consultores da Casa Branca, as plataformas de petróleo tem se constituído em alvos de primeira grandeza para o terror internacional, visto que a indústria do petróleo é muito globalizada e interdependente. E ataques ou tomadas de plataformas afetariam o comercio internacional.



Mergulhadores do GruMeC treinam a retomada de uma plataforma de petróleo.

Na operação de retomada haveria uma força-tarefa constituída de várias embarcações, auxiliada por diversos aviões e helicópteros. O objetivo principal destas aeronaves seria a vigilância e escuta da área. Uma equipe do GruMeC com dez ou onze homens poderia ser transportada para um local determinado próximo da plataforma, em um ou dois helicópteros Super Puma. Neste local haveria um submarino a sua espera. Os mergulhadores de combate poderiam realizar um salto com pára-quedas especiais a baixa altitude ou descerem até o submarino através de fast-rope. o submarino levaria os mergulhadores a um local mais próximo. Dentro do submarino os homens do GruMeC encontraria armas, equipamentos de comunicação, explosivos, botes de borracha e todo e qualquer material necessária para a retomada da plataforma de petróleo.



Os mergulhadores deixariam o submarino a nado através de um dos tubos de torpedos, ou a embarcação chegaria até a superfície e os mergulhadores poderiam usar um ou dois botes infláveis. Silenciosamente os mergulhadores escalariam a plataforma, sem a ajuda de cabos ou cordas, e armados com submetralhadoras, provavelmente a mini-uzi retomariam a plataforma.



Treinamento e Intercâmbio

O dia-a-dia dos membros do GruMeC constitui-se numa incontável gama de atividades, bem mesclada entre as inevitáveis tarefas ditas administrativas e, mais necessárias ainda, de adestramento, reciclagem e exercícios. Na operação "Dragão" eles efetuam reconhecimento hidrográfico e informações sobre a arrebentação; adestramentos de patrulhas, orientação terrestre, infiltração mergulhada, salto de pára-quedas (livre, ou semi- automático), lançamento e recolhimento de pessoal e material por aeronave de asa rotativa (helicóptero), submarinos e navios de superfície;



Na realidade, os MeCs têm participado de todas as operações anfíbias da Esquadra, no apoio de lançamentos de torpedos e mísseis, em operações ribeirinhas na Amazônia e no pantanal matogrossense, assim como nos constantes exercícios de retomada de navios e plataformas de petróleo, "ataques" a navios da Esquadra, das Forças Distritais, etc.

Visando a manter-se atualizado com o estado-da-arte de sua especialidade, em nível mundial, o Grupamento tem procurado, ao máximo, realizar intercâmbios com seus congêneres de países amigos. Entre as quais podemos citar: Operação "Unitas", onde operam junto com os MECs da Marinha americana (SEAL).

Assim, o Grupamento de Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil, ainda que possa ser numericamente pequeno em comparação a tropas de países maiores e mais ricos, encontra-se devidamente pronto para responder a qualquer chamado. Em particular, as regiões marítimas, ribeirinhas e pantanosas do território nacional contam com guerreiros motivados e bem capacitados para defende-las



Armamento

Atirador de Elite armado com um fuzil de repetição Parker-Hale M.85, 7,62x51mm,

de fabricação britânica. Ao seu lado está o observador que avalia o alvo com binóculo.



Mergulhador do GruMeC se preparando para colocar uma mina de casco.

Uma típica mina de casco moderna, como a Maindeka indiana, tem um diâmetro

máximo de 310mm, altura de 135mm e peso total de 6kg, dos quais, 1kg de

carga explosiva (RDX/TNT).



Carabina Colt M4, calibre 5,56x45mm com um lançador de granadas M203, calibre 40mm



Operador dispara com uma Mini-Uzi, calibre 9x19mm, de fabricação

israelense. Esta arma se constituiu no armamento primário dos integantes

do GERR/MeC, de modo que seu emprego é exaustivamente treinado.



Plenamente equipados operadores do GruMeC treinam tiro de pistola

usando a Taurus PT 92 AF, calibre 9x19mm.



Ficções com o GruMeC:



Soldado da Guarda Nacional da RDP.

Operação TUCANO II Operação OVOS DE SERPENTE Operação APACANIM



Fonte: Marinha do Brasil; Rev. Tecnologia e Defesa

terça-feira, 17 de agosto de 2010

CURSO DE AÇÕES DE COMANDOS
(CAC)


1. OBJETIVOS

Formar o Comandante Destacamento de Ações de Comandos (DAC); o Subcomandante do DAC e Comandantes dos Escalões do DAC.

2. PRÉ-REQUISITO

a. ser voluntário, do sexo masculino e ter requerido a inscrição dentro do prazo vigente;
b. se oficial, ser 2º Tenente, 1º Tenente ou Capitão de carreira das Armas, Quadro de Material Bélico, Serviço de Intendência e Serviço de Saúde;
c. se praça, ser 3º Sargento (com no mínimo um ano de serviço, após a conclusão do Curso de Formação de Sargento de carreira, por ocasião da matricula) ou 1º/2º Sargentos, de carreira, das Qualificações Militares de Subtenentes e Sargentos (QMS), Combatente e Logística, e estar, no mínimo, no comportamento 'Bom';
d. ser voluntário para servir na Bda Op Esp; e
e. estar, no mínimo, há um ano na OM.

3. DURAÇÃO DO CURSO

a. 12 Semanas

quinta-feira, 29 de julho de 2010